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Coordenação do BPA apresenta balançodo projeto em encontro das empresas inscritas

Movimentação em Porto Alegre/RS contou com homenagens, palestra e entrega de certificados

Publicado em: 30/06/23, 
às 13:37
, por IBRAVAG

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Dentro da série de encontros presenciais definidos dentro do programa Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA) Brasil, as empresas participantes do projeto reuniram-se na noite do dia 24 de maio em Porto Alegre/RS. A ação foi marcada por palestra, homenagens, entrega de certificados e um breve balanço do avanço do programa, que começou com a capacitação e está na fase de mentorias. Desenvolvido pelo Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), o projeto tem o objetivo de alçar o setor a um patamar mais elevado de gestão, tornando-o ainda mais competitivo no mercado.

A movimentação ocorreu no salão reservado do Swan Tower e reuniu empresários de todo o Brasil, que estavam na capital gaúcha para a assembleia anual do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), apoiador do BPA Brasil. Na ocasião, o presidente do Ibravag, Júlio Augusto Kämpf, destacou a importância desse trabalho de educação (um dos pilares da entidade setorial) para melhorar os negócios dos operadores aeroagrícolas.

DIFERENCIAL

“Tenho certeza: as empresas que estão participando desse projeto vão ter um diferencial no mercado, nas suas gestões, nas suas relações com a sociedade”, sinalizou o dirigente. Kämpf reforçou a importância da constante atualização dos gestores, pilotos e demais profissionais da cadeia aeroagrícola. Ainda falou que é fundamental a adoção dos conceitos da sustentabilidade, cada vez mais exigida pelo mercado global.

O presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva (a eleição da nova diretoria foi no dia seguinte – leia na página 8), considerou que as 70 aeroagrícolas que já aderiram ao BPA vão impulsionar a melhoria contínua do setor. Ainda, a diretora operacional do Ibravag, Michele Fanezzi, apresentou as novidades do Instituto, chamando a atenção para a Plataforma de Negócios, que surgiu para conectar fornecedores e clientes. Também enfatizou o processo de aproximação com as universidades e os próximos cursos ofertados pela entidade dentro do BPA Brasil.

Números apontam para o sucesso do projeto

Imagem: Reprodução

O diretor operacional do Sindag e coordenador de Ensino e Pesquisa do BPA, o economista Cláudio Júnior Oliveira, expôs os avanços do programa que tem registrado números expressivos de participação. Cita como exemplo que 52 empresas já fizeram o diagnóstico, impactando 1.042 funcionários, mais de 58,2 milhões de hectares atendidos e R$ 413 milhões de faturamento.

As mentorias também já começaram. “Até o momento 39 empresas estão em atendimento contínuo. Até agora (maio) são 198 horas de mentoria. A ideia até o final do processo é chegar a 1.200 horas”, pontua o gestor. A pesquisa de mercado também já está praticamente pronta. O estudo analisa as 18 culturas onde a aviação agrícola é usada como ferramenta. Como o trabalho faz parte do BPA, o resultado ficará restrito ao grupo que participa do programa.

Noite de reconhecimento ao trabalho desenvolvido

RECONHECIMENTO: Rodrigo Almeida e Michele Fanezzi entregam certificado a Cláudio Júnior Oliveira, Márcio Gonçalves, Dieisson Pivotto (foto acima) e Gabriela Silvério (foto abaixo)
Fotos: Castor Becker Júnior/C5 NewsPress

Para comemorar os resultados alcançados pelo BPA, todos os participantes do evento receberam um bóton que faz referência ao programa. O destaque especial foi para o coordenador de Ensino e Pesquisa do BPA, o economista Cláudio Júnior Oliveira, e aos professor Dieisson Pivotto, Márcio Gonçalves e Gabriela Silvério pelo trabalho desenvolvido para a consolidação do projeto.

Também foram nominadas as empresas vencedoras da Copa BPA: Aero Agrícola Itaquiense, Aeroterra Aviação Agrícola e Rambo Aviação Agrícola. De acordo com o coordenador de Projetos do Ibravag, Rodrigo Almeida, estas empresas atingiram 100% das aulas de capacitação, ou seja, concluíram todos os módulos EaD.

Também foi reconhecido o apoio da Travicar Tecnologia Aeroagrícola, representada na ocasião por Juliano Petry e Vinícius Santos. A empresa com sede na capital gaúcha patrocinou o jantar para os participantes do evento, além de ter participado de homenagens durante a programação.

Palestra faz uma análise do agro do Brasil e possíveis cenários futuros

ANDRE DIZ: economista aponta que o agro brasileiro é altamente competitivo

“O agro brasileiro não é forte por acaso. Somos muito profissionais e produtivos. As associações, os produtores, as indústrias e os serviços ligados ao agro trabalham demais. É por isso que o Brasil tem o agro entre os mais fortes do mundo.” As palavras do economista André Diz, professor do MBA em Gestão do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pesquisador da FGV Agro, abriram a palestra Perspectivas para a economia: Brasil e Mundo.

O economista fez uma análise da evolução do agro e dos fatores macroeconômicos que podem afetar o setor nos próximos anos. O dado positivo é que a agropecuária brasileira é muito produtiva e representa um quarto da riqueza gerada no País. “Resultado de um setor que fez a lição de casa em todas as etapas do processo”, comenta Diz. O economista observa que a produção de grãos no Brasil multiplicou por seis nos últimos 50 anos, enquanto a área de plantio dobrou de tamanho.

“Somente nos últimos 20 anos, a nossa produtividade aumentou 30%”, ressalta, observando que não são apenas dados históricos. A produtividade no agro brasileiro segue aumentando e acelerando, fazendo com que o Brasil se torne um país altamente competitivo neste setor. Uma história de sucesso que começou ainda nos tempos do Império, em meados do século 19, e que segue apostando em pesquisa e no avanço da tecnologia.

Em contraponto, o economista alertou sobre possíveis cenários macroeconômicos a médio e longo prazo. E sugeriu que empresários prestem atenção às economias que devem apresentar um aumento da renda e que não são os principais parceiros comerciais do Brasil. Fala aqui de Nigéria, Egito, Pasquitão, Filipinas e Malásia, que podem compensar a acomodação do ponto de vista populacional prevista para ocorrer daqui 25 anos, conforme projeção da ONU veiculada em reportagem da The Economist.

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