Parceria BPA SEBRAE e IBRAVAG

Programa Boas Práticas Aeroagrícolas começa a ganhar forma

Sebrae e Ibravag assinaram convênio que prevê o aporte de R$ 3,4 milhões para a execução do projeto que visa a ampliar a competitividade do setor por meio de ações focadas no aprimoramento da gestão, com objetivo de acessar novos mercados, e na segurança operacional, bem como em novas tecnologias

Publicado em: 22/02/22, 
às 11:22
, por Redação Revista Aviação Agrícola

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O programa Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA) já é uma realidade. A parceria entre o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) foi assinada no dia 8 de fevereiro e prevê o aporte de R$ 3.428.571, o maior investimento no setor em toda a história da aviação agrícola no Brasil. O recurso será usado para ações que contemplem a melhoria dos processos administrativos, uma gestão mais eficiente e aprimoramento da segurança operacional, além da busca de novas tecnologias. A ideia é aumentar a competitividade das operadoras por meio de mecanismos que visam à saúde financeira do setor. Processo que caminhará para a criação de uma certificação para as empresas da aviação agrícola, favorecendo às operadoras o acesso a novos mercados e, consequentemente, a conquista de novos clientes.

O presidente do Ibravag, Júlio Augusto Kämpf, não esconde o entusiasmo ao ver sair do papel o projeto negociado com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, e anunciado na véspera do Congresso da Aviação Agrícola do ano passado. Para o dirigente do instituto da aviação agrícola, o programa Boas Práticas Aeroagrícolas, que conta com o apoio do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), chega como um divisor de águas. “Tenho certeza que será um marco dentro da história da aviação agrícola brasileira. Com certeza isso trará uma segurança alimentar para a sociedade e sustentabilidade para o nosso setor”, reforça. O projeto lança um olhar sobre as micros e pequenas empresas, foco da entidade de fomento, auxiliando-as inclusive na gestão financeira.

MANUAL

As ações já começaram a ganhar forma. O Manual de Boas Práticas Aeroagrícolas, que começou a ser desenvolvido no ano passado pela Flint Consultoria, já está em fase de finalização. A intenção a partir da entrega da publicação é que as empresas do setor comecem a se adequar às diretrizes propostas para poderem habilitar-se a receber o selo de conformidade com as boas práticas, que será concedido a partir de uma auditoria nas operadoras.

A implantação de uma plataforma de fornecedores para as operadoras aeroagrícolas também já começou a ser definida. O coordenador de Projetos do Ibravag, Rodrigo Almeida, adianta que o sistema prevê a disponibilização de diferentes serviços, formando um grande banco de dados de todos que atuam com a aviação agrícola – comércio, prestadores de serviços, profissionais. Para fazer parte dessa plataforma, as empresas ou os profissionais devem ser associados do Ibravag. Ainda dentro desse conceito de aproximação com a cadeia produtiva da aviação agrícola, o programa contempla o encontro das operadoras com potenciais clientes por meio de rodadas de negócios.

PESQUISAS

Outro ponto de destaque do BPA são as pesquisas. Está previsto um estudo amplo sobre a situação da aviação agrícola no Brasil. De acordo com Almeida, o trabalho abrangerá as principais culturas atendidas pelo setor e será divulgado em eventos realizados em cada uma das cinco regiões do Brasil. Dentro dessa análise do mercado, será elaborado também um boletim econômico mensal. O projeto prevê ainda mapeamento de novas tecnologias, diagnósticos da gestão das empresas, para assim definir o melhor caminho para seu crescimento, e missões empresariais.

O cronograma de 18 meses, contados a partir de 1º de fevereiro, tem como meta a adesão de pelo menos 80 micro e pequenas empresas da aviação agrícola, envolvendo em torno de 5,5 mil profissionais. Especificamente a gestores, pessoal do administrativo, pilotos, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos e ajudantes de pista serão oferecidos cursos de atualização.

Ao todo, a consultoria se dará em nove pilares: Gestão empresarial, Governança e Compliance, Foco no Cliente, Pessoas, Processos, Tecnologia de Aplicação, Sustentabilidade, Segurança Operacional e Novas Tecnologias e Inovação. A proposta é uma mudança de cultural nas organizações, que venha de dentro para fora.

CONVÊNIO

O convênio Ibravag/Sebrae tem validade de 18 meses, contados a partir de 1º de fevereiro, e será custeado pela entidade de fomento, que disponibilizará o valor de R$ 2.399.547, representando 69,99% do total do valor do projeto. Conforme contrato, o Ibravag entrará com R$ 1.029.024. No momento, está sendo formado o Comitê Gestor, que deve reunir o coordenador de Projetos do Ibravag, Rodrigo Almeida; o secretário executivo do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira; a Analista de Projetos de Cooperação do Ibravag, Gabriele Oliveira, e mais dois representantes do Sebrae indicados pela entidade de fomento.

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