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NOTA DE PESAR – ALYSSON PAOLINELLI

10 de julho de 1936 – 29 de junho de 2023

Publicado em: 29/06/23, 
às 16:12
, por IBRAVAG

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O Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag) e o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) manifestam seu profundo pesar pelo falecimento do engenheiro agrônomo Alysson Paolinelli. Professor e inspiração de gerações de técnicos, lideranças e entusiastas do setor primário, ex-ministro e uma das personalidades de maior envergadura na história da agricultura brasileira, Paolinelli deixa um vazio que só não é maior do que seu exemplo de humildade, protagonismo e sabedoria.

Defensor das tecnologias que deram ao País posição de destaque mundial na produção mundial de alimentos (entre elas, a aviação agrícola), Paolinelli foi, durante toda a vida, entusiasta da pesquisa para a inovação no campo.

Formado pela antiga Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL), tornou-se professor na casa logo depois de concluir o curso. Em sete anos, chegou a diretor da então já Universidade Federal de Lavras – que hoje é uma das entidades parceiras do Certificado Aeroagrícola Sustentável (CAS), criado em 2013 e que é o primeiro selo de qualidade ambiental da aviação agrícola brasileira. Como secretário de Agricultura de Minas Gerais, revolucionou a produção primária de seu Estado e, anos mais tarde, aplicou a receita no comando do Ministério, ajudando o Brasil a sair da condição de importador de um terço de seus alimentos para o papel de fornecedor mundial de produtos agrícolas.

Em toda sua trajetória atuando como defensor ferrenho do binômio educação e tecnologia, foi deputado constituinte (entre 1987 e 1991), presidiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e, em 2006, recebeu o The World Food Prize (Prêmio Mundial de Alimentação), criado em 1986 pelo agrônomo, biólogo e vencedor do Nobel da Paz Norman Ernest Borlaug. Aliás, o próprio Paolinelli chegou a ser indicado pelo Brasil para ser um dos concorrentes ao Nobel da Paz em 2021 e 2022.

Alysson Paolinelli ainda ocupava o cargo de presidente institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e era integrante do “grupo de velhinhos” – numa referência bem-humorada que fez em entrevista à edição nº 1 da revista Aviação Agrícola (reveja AQUI) sobre os fundadores do Instituto Fórum do Futuro. Entidade onde ele ainda atuava firme no propósito de uma reflexão independente sobre questões estruturantes da sociedade brasileira, especialmente sobre a cadeia em torno da bioenergia e alimentos.

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