Ibravag e Sindag consolidam doutrina para combate a incêndios em vegetação no País

Plano abrange atualização de informações e tecnologias e o apoio a políticas que visem a incrementar o emprego da aviação agrícola contra as chamas

Publicado em: 11/05/21, 
às 13:29
, por IBRAVAG

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Corteva Agriscience

Estabelecer uma doutrina para operações com a aviação agrícola no combate a incêndios em reservas naturais e em lavouras no País. Ao mesmo tempo em que se consolida o treinamento de pilotos para esse tipo de missão e se mantém atualizadas as tecnologias para atuação em cenários de emergência. Esse é o foco do Plano de Trabalho sobre Combate a Incêndios do Ibravag e do Sindag, que começa a sair do papel agora em abril. Os preparativos abrangeram, desde o início do ano, a parceria com o consultor Rodrigo Tadeu de Araújo – tenente-coronel da reserva do Corpo de Bombeiros de São Paulo e especialista no tema, além de um levantamento sobre gargalos, tecnologias e pesquisas em andamento sobe o tema.

Conforme o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, ao mesmo tempo, as entidades acompanham a tramitação no Congresso Nacional do Projeto de Lei 4.629/20, que coloca a aviação agrícola na política de governo para combate a incêndios florestais no País. A proposta do senador Carlos Fávaro (PSD-MT) foi aprovada em outubro, por unanimidade, no Senado. Em seguida foi enviada à Câmara dos Deputados, onde estava parada até o último dia 19 de março, quando começou a tramitar na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

SEMINÁRIO

EXPERTISE: projeto busca também fortalecer a formação pilotos contra as chamas   
Crédito: Graziele Dietrich/C5 NewsPress

A largada do Plano foi com o Web Seminário Combate a incêndios em cobertura vegetal, ocorrido no início de abril (dias 8 e 9). O encontro foi promovido pelo Ibravag e com transmissão ao vivo pelo canal do Sindag no YouTube. O primeiro dia teve a participação do senador Fávaro e abrangeu o contexto político e administrativo da questão. Já o segundo contou com a fala de fabricantes de aviões e equipamentos embarcados, utilizados nas operações.

Clique AQUI para conferir a programação do primeiro dia…

… e AQUI para ver conferir o segundo dia do evento

A aviação agrícola brasileira participa desde 1991 de operações de combate a incêndios em reservas naturais, apoiando órgãos oficiais. “Porém, a demanda tem se intensificado muito nos últimos anos”, destaca Gabriel Colle. Só no ano passado, o setor lançou mais de 10,8 milhões de litros de água contra chamas, em mais de 6,8 mil ataques contra focos de incêndios no Pantanal, Cerrado nordestino e outras áreas, além e lavouras no Centro-Oeste.

Para o consultor Rodrigo Tadeu de Araújo, a proposta é aproveitar a experiência acumulada em 30 anos de missões desse tipo pelo setor aeroagrícola. Juntando os bons exemplos ocorridos no País de cursos e a expertise de profissionais que atuam nesse tipo de operação. “É uma continuidade, não é uma quebra” reforça Araújo. O consultor traz na bagagem a experiência de ter visto de perto o sistema de uso de aeronaves contra chamas nos Estados Unidos e ter ajudado a estruturar a política de parcerias regionais entre seu Estado e as empresas de aviação agrícola para apoio aos bombeiros.

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