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Aviação Agrícola Projeta Futuro com Tecnologia, Pessoas e Segurança Jurídica

Workshop promovido pelo Sindag reuniu empresários, pilotos, fabricantes e pesquisadores para definir prioridades para o setor até 2037

Publicado em: 20/10/26, 
às 07:00, 
por IBRAVAG

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A aviação agrícola brasileira começa a desenhar os caminhos que pretende percorrer até 2037, quando completará 90 anos. A perspectiva é de uma atividade mais conectada, baseada em dados e integrada a diferentes plataformas. Mas o futuro exigirá mais do que novas tecnologias: qualificação profissional, segurança jurídica, modernização, gestão e diálogo com a sociedade também estarão na agenda.

Os temas citados estiveram no centro do Workshop Agenda 2037, promovido pelo Sindag em 17 de agosto, na Faculdade de Tecnologia SENAI Ítalo Bologna, em Goiânia (GO). Realizado na véspera do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil 2026, o encontro propôs transformar os 80 anos do primeiro voo agrícola brasileiro, que serão celebrados em 2027, em ponto de partida para uma agenda de longo prazo.

Na abertura, a presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, ressaltou que o desafio não é prever qual tecnologia será predominante, mas preparar o setor para diferentes cenários. O diretor operacional do Sindag, economista Cláudio Júnior Oliveira, abordou o cenário desafiador da economia brasileira. Porém, destacou a expansão da aviação agrícola e dos drones, que ampliam as possibilidades da aplicação aérea.

Tecnologia A evolução tecnológica foi discutida em painel com Felipe Fraga, Matheus Dallacqua, Glauberto Moderno, João Paulo Cunha e Bruno Faustino. Agricultura 5.0, inteligência artificial, automação, gestão de dados, novas aeronaves, tecnologia de aplicação e comunicação estiveram entre os temas.

Professor da Universidade Federal de Uberlândia, João Paulo Cunha destacou que a transformação tecnológica deverá mudar o perfil de empresas e profissionais. Pilotos e operadores tendem a assumir responsabilidades crescentes na gestão das informações e no uso estratégico da tecnologia.

Nesse cenário, medir resultados, gerar indicadores e comprovar eficiência ganharão importância. Os dados poderão apoiar decisões, aprimorar operações e fortalecer a comunicação do setor com a sociedade, demonstrando resultados.

Um mapa para a próxima década

O futuro da aviação agrícola começou a ganhar contornos mais definidos durante a parte prática. A partir das discussões entre os participantes, divididos em cinco grupos, foram identificadas 20 prioridades para o desenvolvimento da atividade nos próximos dez anos. O material foi posteriormente organizado, com auxílio de inteligência artificial, em seis grandes frentes de atuação.

A convergência entre os quatro grupos foi completa em três áreas: ambiente regulatório e segurança jurídica; formação e valorização das pessoas; e avanço tecnológico, automação e modernização das operações. Entre os temas levantados, as questões regulatórias tiveram maior presença, representando 30% das prioridades.

A construção da agenda também incorporou aspectos relacionados à comunicação e à integração da cadeia produtiva da aviação agrícola, à sustentabilidade econômica e às políticas públicas, além do uso de dados e indicadores para ampliar a inteligência do setor. O conjunto das propostas será utilizado na elaboração da primeira versão da Agenda 2037 e na atualização do planejamento estratégico do Sindag.

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