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Agro precisa mais do que soluções conjunturais

Marcos Jank mapeia gargalos, sugere visão de Estado e aponta caminhos para superar a crise

Publicado em: 06/10/26, 
às 07:00, 
por IBRAVAG

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Marcos Sawaya Jank, professor sênior do Insper e coordenador do Insper Agro Global.

Especialista em agronegócio, comércio internacional e sustentabilidade, Marcos Sawaya Jank mapeia as vulnerabilidades do agro e aponta que para superar esses entraves é preciso mais que soluções conjunturais. O professor sênior do Insper e coordenador do Insper Agro Global entende que o Brasil precisa de estabilidade jurídica, articulação entre políticas públicas e a construção de uma estratégia de Estado de longo prazo para o agronegócio brasileiro. Fatores que requerem uma aproximação maior entre agro e o governo que assumirá em 2027.

Em entrevista concedida à Revista Aviação Agrícola em 26 de agosto, o especialista destacou os principais gargalos do agro, como o déficit de armazenagem superior a 100 milhões de toneladas e a fragilidade do seguro rural. Também destacou a dependência de fertilizantes importados, enquanto o Brasil é o maior exportador de commodities do mundo. Fatores que, no seu entender, devem estar na agenda de prioridades do novo governo.

Jank observa que o agro brasileiro passou por um momento altamente favorável entre 2021 e 2023. Hoje, vive um período de margens pressionadas, custos elevados de insumos e logística, juros altos e forte volatilidade cambial. “Eu penso que agora estamos em um período ruim, difícil, mas não tenho a menor dúvida de que em algum momento vai ter uma correção de preços, de margens e um novo ciclo de crescimento”, pontua. E lembra que fases de crescimento e de depressão sempre aconteceram no agro.

Jank tem uma trajetória acadêmica, empresarial e institucional de 37 anos, foi professor da USP (ESALQ e FEA), presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e vice-presidente da BRF para a Ásia-Pacífico. É também colunista do jornal O Estado de S. Paulo e comentarista da CNN Brasil.

A agricultura brasileira viveu, nos últimos anos, um ciclo de forte crescimento, mas também de custos elevados, juros altos, volatilidade cambial e pressão sobre margens. Como o senhor definiria o atual momento econômico do setor?

De fato, a agricultura brasileira vem crescendo muito nas últimas três décadas, exatamente por ser muito produtiva. O ganho de produtividade é de 2,5% ao ano desde 1980. Se pegarmos de 2000 para frente, é de 3,2% ao ano. Isto é três vezes mais do que os Estados Unidos vêm crescendo ao ano. Então, crescemos mais rápido que os Estados Unidos, Europa e a maior parte do mundo. Agora, soma-se a essa característica o avanço de sistemas integrados, como ocorre na produção de grãos, que integra com a pecuária. Por exemplo, a primeira e/ou a segunda safra de soja e de milho, ou de soja e de algodão, são produzidas em integração com as pastagens, que chamamos de integração lavoura-pecuária. Tem também a bioenergia, que produzimos ao mesmo tempo. Então, hoje em dia, temos um sistema integrado de lavoura, pecuária, florestas plantadas, fibras, bioenergia, carbono. Esse sistema é uma característica dos trópicos. E o Brasil tem a melhor experiência do mundo na ocupação de áreas tropicais. Conseguimos produzir várias culturas ao mesmo tempo. Tivemos realmente um forte crescimento. Esse crescimento, inclusive, teve um momento muito bom, que foi de 2021 até 2023, porque depois da pandemia, com a guerra Ucrânia-Rússia e com a crise climática na Argentina*, os preços subiram muito no mundo. A pandemia resultou em preços altos. E mesmo com aumento de custos, as margens foram muito boas. Inclusive, muita gente até mesmo se endividou, porque parecia que os preços iam subir demais. Mas o que aconteceu no ano passado, neste ano e está previsto para o próximo ano – portanto 25, 26, 27 – é um certo freio, um freio de arrumação.

*A Argentina enfrentou uma crise climática severa entre 2021 e 2023, provocada pelo fenômeno La Niña que ocorreu nos três anos consecutivos, com um período prolongado de falta de chuvas e ondas de calor históricas. Com isso, as colheitas de soja, milho e trigo despencaram na safra 2022/2023, ficando cerca de 40% a 50% abaixo do normal.

O que é esse freio de arrumação?

Podemos dizer que, neste caso, esse freio de arrumação se apresentou com a elevação dos custos, principalmente agora com a nova geopolítica, com as tarifas impostas pelos Estados Unidos, com as guerras da Rússia/Ucrânia e Estados Unidos/Irã, sendo que o conflito no Oriente Médio acarretou o fechamento do Estreito de Ormuz, o que levou a um aumento de preço de fertilizantes, de diesel, de fretes. Os custos subiram, mas os preços das commodities não subiram. Então, estamos em um momento de margens apertadas, câmbio superalto, o que inviabiliza não só a produção agrícola, mas também muitas outras atividades. Ainda estamos enfrentando volatilidade cambial e margens caindo. Então é um momento difícil. E, como em todo momento difícil, vamos ter ganhadores e perdedores. Alguns produtores estão endividados. Com dificuldades, precisam usar menos insumos. Isso pode gerar perda de produtividade. Mas há também produtores que têm uma situação financeira saudável, que não foram afetados pelo clima. Você deve ter percebido que nessa última semana tivemos alguns aumentos de preços. Não estão ainda consolidados. Porém, indicam que vai ter um novo ciclo de crescimento. Ciclos de crescimento e de depressão acontecem no agro. Essa montanha-russa de preços é uma característica permanente do agro mundial e do agro brasileiro em particular. Eu penso que agora estamos em um período ruim, difícil, mas não tenho a menor dúvida de que em algum momento vai ter uma correção de preços, de margens e um novo ciclo de crescimento.

CENÁRIO ATUAL – Para Marcos Jank, o agronegócio vive um “freio de arrumação” com margens apertadas e custos altos, após um período de forte crescimento entre 2021 e 2023.
Foto: Acervo pessoal

Quais são, hoje, os maiores gargalos da agricultura brasileira: infraestrutura, logística, crédito rural, seguro rural, armazenagem, conectividade, imagem internacional ou regulação?

Todos esses fatores que você mencionou são desafios importantes experimentados pela agricultura brasileira. Por exemplo, a questão da armazenagem é um problema crítico. Temos hoje um déficit de armazenagem de mais de 100 milhões de toneladas de grãos. Ou seja, produzimos bem mais do que conseguimos estocar. Hoje, conseguimos guardar 200 milhões de toneladas de grãos, enquanto as nossas safras estão acima dos 350 milhões de toneladas. Então, há um déficit importante, porque se não tem armazém, o produtor é obrigado a vender e escoar o grão na hora da colheita. Muitas vezes, os preços não são bons no auge da safra. É o que tem acontecido com frequência na safra de soja e milho. Os produtores acabam comercializando a safra por falta de armazéns ou silos. E comercializar em momentos em que os preços não estão bons é um problema sério. Já a questão logística está melhorando muito, com a ampliação da malha ferroviária e de hidrovias. Mas ainda temos um déficit grande. Também precisamos de mais investimento nos portos. As questões de crédito hoje são complicadas por causa da taxa de juros*. O grande produtor tem que pegar financiamentos com juros a preço de mercado. Realmente não tem mais as facilidades que existiam no passado. E o seguro rural é um megaproblema. Só 6% da área cultivada está assegurada. A conectividade está melhorando bastante, inclusive com a colocação de sistemas mais eficientes no campo, mas ainda é um problema em muitas regiões. E a imagem também é um problema. As pessoas não entendem e não conhecem o agro brasileiro e acabam tendo preconceitos contra a agricultura, que talvez seja a de maior expansão, com maior crescimento de produtividade no mundo. A gente tem visto isso acontecer, mas a imagem da nossa agricultura não é muito boa, principalmente na Europa, onde somos frequentemente atacados.

*Na ocasião da entrevista, a taxa básica de juros (Selic) estava em 14% ao ano. O índice foi definido na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) do Brasil de 5 de agosto. A próxima reunião do Copom estava marcada para os dias 15 e 16 de setembro, conforme agenda publicada no portal do BC.

Estamos às vésperas de eleger o próximo governo do Brasil. Na sua opinião, quais deveriam ser as prioridades de uma política nacional para a agricultura nos próximos quatro anos?

Eu penso que as prioridades são, exatamente, as áreas vulneráveis que citei acima e que ficaram para trás. A agricultura expandiu-se no Centro-Oeste. O Brasil hoje é o maior exportador mundial de commodities agropecuárias – passou os Estados Unidos dois anos atrás –, exatamente porque crescemos em produtividade. Crescemos também porque a agricultura passou a ocupar áreas de pastagens degradadas. As pessoas lá fora pensam que a gente cresce por derrubar floresta, mas, ainda que aconteça o desmatamento ilegal, o grande crescimento da agricultura é sobre pasto. O Brasil tem 90 milhões de hectares agrícolas e 160 milhões de hectares de pastos. Segundo o governo, pelo menos 40 milhões de hectares podem ser convertidos em produção agropecuária e pode também ocorrer uma melhoria das pastagens. Então, é isso que faz o Brasil crescer. O que ficou para trás hoje? Não é a produção agropecuária. O que ficou para trás foi a logística, foi a armazenagem. Como falamos, foi a falta de seguro rural. Um tema muito importante hoje é a internacionalização da bioenergia, porque nós temos um programa extraordinário de etanol de cana-de-açúcar, de milho, de trigo. Temos um programa muito bom de biocombustíveis, que prevê a mistura de 32% de etanol na gasolina e 15% de biodiesel no diesel. Mas esses produtos ainda não são internacionalizados, ainda exportamos muito pouco. Acredito que deveria ser parte de uma política brasileira a conquista de mercados lá fora para bioenergia, etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação, combustível marítimo, entre outros produtos. Outro tema muito importante diz respeito aos fertilizantes, porque o Brasil hoje é o maior exportador do mundo de commodities e produtos agrícolas, mas também é o maior importador do mundo de fertilizantes. Importamos quase 90% do que consumimos. E isso é uma fragilidade. Essas são as áreas que, para mim, valeria a pena ter uma política dedicada.

INFRAESTRUTURA – O especialista alerta para o déficit crítico de armazenagem no Brasil, que supera 100 milhões de toneladas, obrigando o produtor a vender a safra em momentos de preços baixos.
Foto: Acervo pessoal

O setor precisa de previsibilidade para investir. Que medidas o próximo governo deveria adotar para criar um ambiente mais seguro para investimentos de longo prazo?

Isso não é um problema do agro, é um problema geral do País. O Brasil pode garantir a segurança alimentar para 200 países distribuídos por todos os continentes, a segurança mineral – o Brasil hoje é forte em minério de ferro, em cobre, em óleo, pode ser muito forte em terras raras. Além disso, tem uma matriz energética limpa, diversificada. Portanto, segurança alimentar, energética, mineral, oferecemos para o mundo. O que não oferecemos para o mundo e nem para os brasileiros é a segurança jurídica. Aqui no Brasil tem uma disputa de poder entre Legislativo, Executivo e Judiciário permanente; até coisas que pareciam consolidadas são revistas. Como já se disse algumas vezes, “no Brasil até o passado é incerto porque está sujeito a reinterpretações”. Então, é um problema nacional esse da segurança jurídica, da segurança para investimentos.

Para o senhor, o setor precisa de uma aproximação maior com o Governo Federal, tendo em vista que precisará lidar simultaneamente com questões fiscais, infraestrutura, crédito, comércio exterior, sustentabilidade e segurança alimentar?

O que aconteceu aqui no Brasil foi muito ruim, foi uma disputa muito grande da Frente Parlamentar do Agro com o Governo, que é agora de esquerda. Então, houve pouco diálogo e pouca construção. Eu considero importante que exista maior proximidade entre produtores rurais e poder público e que o País possa avançar nessas agendas do agro. Tem as agendas macroeconômicas, como a questão fiscal, a questão monetária, que envolve juros e tudo mais, que são temas complicados para todo mundo na atualidade. Temos um déficit fiscal importante, tem uma taxa de juros superalta. Isso impacta todos os setores, inclusive o agronegócio. Mas também tem as questões específicas do setor: crédito agropecuário, financiamento, infraestrutura, comércio exterior. Vale lembrar que, na verdade, o agro brasileiro responde por metade das exportações. Então, o agro é fundamental para a geração de divisas para o Brasil. Ainda, o agro, pela sua amplitude territorial, também é muito importante na questão da sustentabilidade. Eu penso que essas agendas inclusive ultrapassam o Ministério da Agricultura e Pecuária. O Ministério da Agricultura trata tradicionalmente da política agrícola, mas a política de infraestrutura, política de meio ambiente, políticas macroeconômicas, elas são super-relevantes para o agro. Então seria importante que houvesse uma política coordenada entre vários ministérios para o agronegócio.

POLÍTICA DE ESTADO – Jank defende que o Brasil precisa retomar estratégias de longo prazo para o agro, citando como exemplos de sucesso a criação da Embrapa e o programa Proálcool nos anos 1970.
Foto: Acervo pessoal

Tendo em vista os desafios enfrentados pelo agro, não seria o momento de traçar uma estratégia de Estado de longo prazo para o setor, que fosse além de um governo? O que deveria constar nessa estratégia?

Eu fiz um artigo, que está publicado no Estadão (O Estado de S. Paulo), onde digo que tivemos políticas de Estado* no Brasil quando criamos a Embrapa e avançamos com a possibilidade de ocupar os trópicos, principalmente o cerrado do Centro-Oeste, nos anos 1970. Isso foi fantástico. Também nessa época, outra política de Estado foi lançada voltada à bioenergia, começando pelo Proálcool, em 1975. Essas políticas de Estado provam que o Brasil é capaz de criar estratégias a longo prazo. Fizemos no passado, mas agora acredito que precisaríamos fazer de novo. Desta vez, envolvendo as áreas que ficaram para trás, como logística, armazenagem, crédito e seguro rural, imagem do setor e os demais desafios vividos pelo produtor rural que já citei anteriormente. Acrescento a irrigação, que ainda não foi citada, nessa lista de áreas que precisam de uma atenção maior. Devem entrar nessa política de Estado também as questões da aviação agrícola, para conseguirmos aplicar produtos nas lavouras de forma eficiente. Além disso, temos uma tradição em aviação agrícola, agora estão vindo os drones também e outras formas de aplicação. O Brasil tem uma agricultura de larga escala focada em commodities. Isso é um prato cheio, não só para as questões de logística e de armazenagem que a gente falou, mas também para as questões ligadas à aplicação eficiente de insumos nas lavouras.

*No artigo O Brasil tem políticas de Estado?, publicado na edição de 23 de agosto deste ano na coluna Economia & Negócios, no jornal O Estado de S. Paulo, Marcos Jank destacou a visão estratégica do Governo Federal da época ao implementar duas políticas de Estado. A primeira delas foi voltada ao desenvolvimento da agricultura tropical, tendo como ponto alto a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A outra política de Estado abrangeu a bioenergia e teve como marco inicial o Proálcool, lançado em 1975, que incentivou a cogeração de bioeletricidade a partir do bagaço da cana. Mostrando a importância dessas políticas de longo prazo, escreveu: “… sem elas, o Brasil jamais seria hoje protagonista global nesses dois campos, justamente agora que segurança alimentar e energética voltam ao epicentro da geopolítica mundial. Em ambas, o roteiro foi o mesmo: o governo abriu caminho e o setor privado assumiu a continuidade.”

VULNERABILIDADE – O professor do Insper destaca a dependência externa de fertilizantes como um gargalo estratégico do Brasil, que é o maior exportador de commodities do mundo.
Foto: Acervo pessoal

A segurança alimentar voltou a ser tratada como tema de segurança nacional em várias potências. Como isso muda o jogo para países exportadores como o Brasil?

O Brasil hoje é provedor de segurança alimentar global. Nossos maiores clientes atualmente estão na Ásia. A China responde por um terço do que exportamos. Se formos considerar toda a Ásia, são dois terços, 66%. Então, estamos levando produtos nossos para o outro lado do planeta. Estamos indo buscar fertilizantes lá também. Então, é uma atividade extremamente complexa. E essa atividade exige não só logística, armazenagem, mas exige também tecnologia, insumos. A aviação agrícola entra exatamente nisso.

A aviação agrícola é uma atividade estratégica para a produtividade no campo, especialmente em grandes áreas e janelas curtas de aplicação. Como o senhor enxerga o papel desse segmento dentro do agronegócio moderno?

A aviação agrícola está ligada com a agricultura de precisão. Eu considero este setor muito importante dentro da cadeia produtiva do agro brasileiro. Se você faz aplicações por aviões, você não pisoteia ou revira a terra, você consegue fazer uma aplicação de uma maneira, talvez, mais eficiente. Eu não tenho detalhes sobre o setor aeroagrícola. Não conheço tão bem, mas posso dizer que considero a tecnologia valiosa para o desenvolvimento da agricultura. Tenho visto também as aplicações com drones crescendo. Para mim, essas ferramentas são relevantes para o Brasil que precisa e tem potencial para se expandir.

O senhor viveu e trabalhou na Ásia e acompanha de perto a região. Que mudanças no comportamento dos países asiáticos podem redefinir a demanda por alimentos, proteínas e insumos brasileiros?

Não vejo isso acontecendo. No entanto, penso que se amanhã ou depois a China comprar menos do Brasil, porque a população está diminuindo, porque a renda per capita caiu em relação ao passado, vão surgir outros países. Hoje, se tem toda a África com enorme potencial de crescimento da importação de produtos agropecuários para garantir a segurança alimentar de seu povo. Ainda existe muita fome nesse continente. Para suprir a demanda, os países africanos precisam aumentar a produtividade e, talvez, terão que importar mais. E a mesma coisa pode acontecer com o sul e sudeste da Ásia. Enfim, os nossos mercados são essencialmente mercados emergentes, que foram se consolidando ao longo dos anos. Mesmo com o menor crescimento da China no futuro, temos várias outras possibilidades. O agro está ligado à alimentação. Enquanto a população estiver crescendo e aumentando a renda, as pessoas vão melhorando as dietas e, com isso, os países precisam muitas vezes importar alimentos. Essa é uma vantagem enorme do agro. E o Brasil hoje é um produtor extremamente competitivo. É isso que nos garantiu a primeira posição na exportação de commodities do agro. Então, eu acho que isso não vai mudar. E se formos mais organizados, criando políticas público-privadas para resolver os gargalos, ou seja, as nossas vulnerabilidades, temos um espaço enorme de crescimento nessa área.

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