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Investimento em Educação marca 75 anos da Aviação Agrícola no Brasil

A partir da disseminação de conhecimento e aporte de novas tecnologia de gestão e de operacionalização, setor tem como meta adequar-se às exigências do mercado

Publicado em: 14/06/22, 
às 14:36
, por IBRAVAG

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O ano que a aviação agrícola completa 75 anos no Brasil será marcado por um grande investimento na educação, comunicação e desenvolvimento tecnológico da atividade. “Estamos adequando as nossas empresas para que o produtor rural possa usufruir com uma garantia maior da eficácia, da eficiência e da segurança da aviação agrícola.” A frase do presidente do Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola (Ibravag), Júlio Augusto Kämpf, reflete a importância dos programas desenvolvidos pela entidade setorial na área de capacitação e atualização dos profissionais envolvidos no dia a dia do campo e do escritório das empresas aeroagrícolas e dos operadores privados.

Foi com esse propósito que nasceu o programa Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA) Brasil, em parceria com o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que acaba de sair do papel e já conta com a adesão de empresas de diferentes regiões do Brasil. O projeto tem o apoio do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e está orçado em R$ 3,4 milhões – o Sebrae Nacional entrará com 70% do total –, o maior investimento já feito em uma única ação do setor.

A ideia é desfazer os gargalos enfrentado pelas operadoras aeroagrícolas e garantir que o setor entregue qualidade, pontualidade e preço. E com o objetivo de tornar as empresas mais competitivas, o BPA Brasil junta-se a outras ações voltadas à educação promovidas pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroagrícolas (Sindag). Destaque para o MBA Gestão, Inovação e Sustentabilidade Aeroagrícola, o primeiro no mundo voltado exclusivamente à aviação agrícola, desenvolvido pela Faculdade Imed (Passo Fundo/RS), com o apoio do Ibravag. As entidades setoriais oferecem ainda Dia de Campo, Academia de Segurança, lives, palestras, seminários de atualização. E outros projetos devem juntar-se aos programas já existentes ou a partir da consolidação de novas parcerias.

FORTALECENDO PARCERIAS

Prova disso remonta a 25 de maio, quando Kämpf reuniu-se com a direção do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para dar andamento a um projeto de colaboração com o objetivo de preparar professores para os cursos de qualificação de técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos, para que depois o Ibravag possa oferecer novos cursos. Mais um projeto com o propósito de fazer com que o produtor rural se beneficie de todas as vantagens da aviação agrícola para a sua lavoura. Em contrapartida, as operadoras aeroagrícolas estarão mais preparadas, consequentemente, mais competitivas para enfrentar os reveses do mercado. “É um caminho sem volta”, profetiza o presidente do Ibravag, que aproveitou a estada em Brasília para a Assembleia Geral do Sindag (páginas 40 e 41) e no dia 24 de maio foi agradecer o apoio do diretor-presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, na concretização do BPA Brasil. Acompanhado da analista de Projetos de Cooperação do Ibravag, Gabriele Oliveira, Kämpf relatou o andamento do programa, bem como verbalizou a intenção de renovar a parceria após a concretização dessa primeira fase, que se encerra em agosto do próximo ano. Também aproveitou para pedir o apoio institucional da entidade nacional nas demandas do instituto junto a outros órgãos, como o Senar.

A busca por parcerias é a forma que o Ibravag encontrou para tirar do papel projetos com o objetivo de imprimir uma nova realidade ao setor aeroagrícola brasileiro, que hoje representa a segunda maior frota do mundo, com 2. 432 aeronaves. Deste total, 63,36% estão nas mãos de empresas prestadoras de serviços e 35,36% pertencem a operadores privados, conforme o levantamento Frota Brasileira de Aeronaves Agrícolas 2021. Ao mesmo tempo que o setor cresce, as responsabilidades aumentam. “A nova ordem econômica mundial e a sociedade não permitem mais erros”, reforça o dirigente do Ibravag.
O BPA Brasil chegou com a finalidade de elevar o nível de conhecimento dos profissionais do setor, bem como estimular o uso da tecnologia de ponta quer embarcada nas aeronaves, quer na parte de gestão. Kämpf lembra que o mercado está cada vez mais exigente. Cada vez mais é necessária a produção dentro dos conceitos de sustentabilidade ambiental, econômica e social. “E isso requer que as operadoras aeroagrícolas e os operadores privados estejam adequados à cartilha das boas práticas, garantindo assim a segurança alimentar do planeta”, assinala.

VISITA: presidente do Ibravag, Júlio Kämpf (direita), acompanhado da Analista de Projetos da entidade, Gabriele Oliveira, apresentou ao diretor-presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, o andamento do programa BPA Brasil
Foto: Castor Becker Júnior/C5 NewsPress

Profissionalização é fundamental para a sustentabilidade da atividade

GABRIELA: professora do Boas Práticas Aeroagrícolas acredita que programa é um importante aliado para qualificar imagem do setor.
Foto: Divulgação

Integrante do quadro de mentores do BPA Brasil, no Pilar Sustentabilidade, a diretora do Instituto Brasileiro de Bioeconomia, a médica veterinária com doutorado em Agronegócios pela Ufrgs, Gabriela Allegretti reforça a importância das ações que estimulem a profissionalização do setor. Lembra que o agronegócio, como um todo, está passando por um processo de adequação ao mercado global. A inserção do tripé da sustentabilidade (econômico, ambiental e social) no modelo de negócio das empresas do agro, aliado aos princípios de governança corporativa, é o caminho para garantir não só a segurança, mas a longevidade das empresas do setor. E vai além. Para ela, é uma forma de derrubar os preconceitos existentes demonstrando que, muito além da viabilidade econômica é possível produzir de forma ambientalmente correta e socialmente justa.

A professora universitária entende que programas como o BPA Brasil são aliados importantes do Ibravag e Sindag na qualificação da imagem do setor aeroagrícola. Um movimento que coaduna com o fato de o Sindag ser um dos signatários do Pacto Global da ONU desde 2020, quando assumiu o compromisso de que seus associados atuariam em suas empresas dentro dos princípios básicos que estão relacionados com o meio ambiente, com o homem, o social, a anticorrupção, entre outros itens. Essa sustentabilidade corporativa, entende a professora, é o que se está buscando com o programa de Boas Práticas Aeroagrícolas.

RESPONSABILIDADE

Gabriela, que também é professora do MBA Gestão, Inovação e Sustentabilidade Aeroagrícola e de bioeconomia na pós-graduação da Ufrgs, como convidada, aponta a tecnologia como uma importante aliada nesse processo. “Hoje, a responsabilidade e os valores que estão envolvidos na produção agrícola, a responsabilidade do agronegócio e da prestação de serviço não permitem mais amadorismo”, afirma. O uso da tecnologia a serviço da sustentabilidade permite desde o planejamento de voo até a definição do custo de aplicação ou mesmo a comunicação da conformidade no serviço prestado para os órgãos responsáveis.

Mais que facilitadora de gestão e operacionalização, a tecnologia aparece como uma garantia para o piloto, para a empresa prestadora do serviço e para o contratante de que o serviço foi realizado dentro das regras estabelecidas. Por isso, a troca de conhecimento e o constante aperfeiçoamento dos profissionais são uma via sem volta. Uma empresa saudável requer profissionais em constante atualização, não só do aprendizado específico. Para Gabriela, também são importantes os congressos, palestras, tudo que garanta a troca de experiências entre as pessoas.

Semelhante a uma especialização, mas com módulos por setor

Ao todo serão 50 professores, entre especialistas, mestres e doutores, que vão disponibilizar aulas na plataforma do BPA-Brasil, nos nove pilares do programa: Gestão Empresarial, Governança e Compliance, Foco no Cliente, Pessoas, Processos, Tecnologia de Aplicação, Sustentabilidade, Segurança Operacional e Novas Tecnologias. O diretor Operacional do Sindag e consultor Sênior do Programa, responsável pela Metodologia de Gestão das Capacitações e Mentorias, Cláudio Júnior Oliveira, observa que o público-alvo são todos os operadores aeroagrícolas. No entanto, pilotos agrícolas, técnicos agrícolas executores, engenheiros agrônomos coordenadores, além do pessoal da administração, acabarão envolvidos no projeto.

Os produtores rurais também vão poder aderir ao BPA Brasil, desde que possuam aeronaves. Os operadores privados, como são chamados, podem assistir às capacitações EaD, participar dos dias de campo sobre tecnologia de aplicação e das ações do mercado. Embora, a ele não seja aplicado capacitações e mentorias em alguns módulos, pois a atividade não requer venda de serviço (prerrogativa somente para empresas de aviação agrícola), esse fazendeiro vai estar na lista de participantes e vai ter destaque nacional por apresentar melhorias dentro do negócio dele. De acordo com Oliveira, o programa compreende 26 disciplinas, somando a carga horária de uma especialização, porém com módulos para profissionais específicos da empresa.

MENTORIA ESPECÍFICA

Isto é: a programação pode ser dividida entre a equipe. Dependendo do pilar, será indicado um profissional da empresa para participar. Por exemplo, no pilar tecnologia será destacado um engenheiro agrônomo; para a gestão de finanças, alguém da área financeira. “Cada público vai ter a sua capacitação e a sua mentoria específica, caso apareça a necessidade pelo diagnóstico”, reforça o consultor Sênior do BPA Brasil. É um programa muito grande, que cruzará o Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste, oferecendo atividades presenciais nas diferentes regiões do país.

As ações, como dia de campo sobre tecnologia de aplicação aérea, com registro de mapas e testes de deposição; ou palestras sobre gestão, estratégia de negócio, sucessão empresarial, entre outros temas de interesse do setor, serão abertas aos profissionais da região, que participarão das atividades como público indireto. “O BPA Brasil vai elevar o patamar do setor em termos de qualificação”, frisa Oliveira. “Um trabalho feito pelo Sindag durante anos, mas com recurso limitado, que agora com o aporte de recursos do Sebrae Nacional, com contrapartida do Ibravag e dos operadores, amplia as possibilidades”, reforça.

Disciplinas da Capacitação

Pilar 1 – Gestão Empresarial

  • Planejamento Estratégico e Modelo de Negócios
  • Gestão Contábil Aeroagrícola
  • Gestão Financeira Aeroagrícola
  • Aula Síncrona*

Pilar 2 – Governança e Compliance

  • Governança, Compliance e Questões jurídicas para uma empresa aeroagrícola
  • Governança e Valor nas empresas aeroagrícolas
  • Gestão Documental do Setor Aeroagrícola
  • Aula Síncrona*

Pilar 3 – Foco no Cliente

  • Gestão Comercial (vendas, negociação e pós-venda)
  • Marketing para aviação agrícola
  • Marketing Digital para aviação agrícola
  • Aula Síncrona*

Pilar 4 – Pessoas

  • Departamento Pessoal
  • Gestão de Pessoas
  • Liderança e Sucessão Empresarial
  • Aula Síncrona*

Pilar 5 – Processos

  • Gestão de Processos
  • Padronização de Processos e Qualidade
  • Ferramentas para Gestão de Processo
  • Aula Síncrona*

Pilar 6 – Tecnologia de Aplicação

  • Meteorologia/Condição de aplicação
  • Calibração e bico
  • Relação Equipamentos / Pesquisa
  • Aula Síncrona*

Pilar 7 – Sustentabilidade

  • Sustentabilidade e Modelos de Negócio
  • Políticas Públicas voltadas à Sustentabilidade
  • Inovação e Tecnologia a Serviço da Sustentabilidade
  • Aula Síncrona*

Pilar 8 – Segurança Operacional

  • Prevenção e Controle – Fator Humano
  • Prevenção e Contole – Fator Máquina
  • Prevenção e Controle – Fator Ambiente
  • Regulamentações e documentos
  • Aula Síncrona*

Pilar 9 – Novas Tecnologias

  • Construção do conhecimento de inovação (Ferramentas para inovação)
  • Inovação Produtos Biológicos
  • Novos usos
  • Aula Síncrona*

*Aula Síncrona é a única que será transmitida ao vivo pelo YouTube, com professores trazendo convidados para falar dentro de cada pilar.

Ainda dá tempo para aderir ao programa

O start do BPA Brasil já foi dado e as aulas começam ser disponibilizadas ainda em junho, mas ainda dá tempo de as empresas aeroagrícolas aderirem ao programa. O coordenador de Projetos do Ibravag, Rodrigo Almeida, sugere aos interessados que preencham o mais breve possível o formulário de inscrição, disponível no site da iniciativa. O alerta tem sua origem na grande procura e no número limitado de vagas. “Será permitida a adesão de até 80 empresas”, reafirma o gestor. No ato da inscrição, como o programa é financiado com recursos federais é de praxe a cobrança de uma taxa de participação.

Inscreva a sua empresa no BPA Brasil: https://webrapida.com.br/ibravag/

Pilotos terão curso específico de 32 horas

Os pilotos ganharão um curso específico no BPA Brasil. Na linha de frente do setor aeroagrícola e atendendo as peculiaridades da atividade, os comandantes das aeronaves terão aproximadamente 32 horas de atualização. A proposta da ação que ainda está em construção, prevê nove pilares sendo: Conscientização; Comportamento e Saúde; Tecnologia de Aplicação e Produtividade; Segurança Operacional; Projeto de Vida; Finanças; Forma de Pilotar e Equipamentos. Após concluída a carga horária, será feita uma avaliação do projeto.
A decisão de fazer um curso específico para os pilotos, conforme o responsável pela Metodologia de Gestão das Capacitações e Mentorias, Cláudio Júnior Oliveira, está diretamente ligada a uma demanda antiga levantada pelo setor e apontada pelo presidente do Ibravag, Júlio Augusto Kämpf. “Os pilotos estão na ponta e merecem atenção específica tanto em relação a fatores humanos e psicológicos, técnicos de pilotagem, como questões de gestão pessoal e profissional”, pontua o gestor.

O QUE SERÁ DISCUTIDO

1 – Conscientização
Por que devo me atualizar como Piloto?

2 – Comportamento e saúde
O que devo observar nas questões comportamentais e de saúde?

3 – Tecnologia de Aplicação e Produtividade
O que devo me ater na hora da aplicação? Os tipos de aplicação por cultura. O que fazer quando entrar um novo produto para aplicar?

4 – Segurança Operacional
Quais os principais pontos que o piloto deve observar na segurança operacional.

5 – Projeto de vida
Projeto de Vida do Piloto Agrícola (carreira)

6 – Finanças
Gestão Financeira pessoal

7 – Forma de pilotar
Como pilotar da melhor forma na aviação agrícola?

8 – Equipamentos
Como utilizar DGPS?

9 – Avaliação

Comandante aposta no estudo e treinamento para garantir aplicações seguras

PLANEJAMENTO: piloto agrícola Celso Matuoka entende que o mercado está em expansão e quer profissionais comprometidos
Foto: Arquivo Pessoal

O piloto agrícola Celso Matuoka, 53 anos, soma 22 anos fazendo aplicação de agroquímicos sobre lavouras e conta com orgulho que nunca deixou cair uma gota de sangue ou fraturou um osso trabalhando. Isso não quer dizer que nunca sofreu panes quando decolava ou ia pousar. “Sustos foram muitos”, diz. O segredo dos voos seguros e da rápida solução das crises, conta o aviador, é a constante busca por novos conhecimentos, atualização dos aprendizados e treinamento constante. E é essa a orientação que passa aos iniciantes que têm a sorte de ter um dedo de prosa com o comandante.

Funcionário de uma fazenda com várias unidades na região do município de Caarapó/MS, Matuoka vê um mercado em expansão, mas que exige profissionais comprometidos com o seu trabalho, com a eficiência, com a segurança pessoal e do meio ambiente. “Nossa rotina é muito intensa, se você se desligar um pouco, você corre risco”, reforça o piloto. Por isso, a importância de um bom planejamento de voo, de manutenção da aeronave. Um processo que, ao seu ver, começa na sintonia entre contratado, contratante e demais colegas.

Para Matuoka, a inteligência emocional é fundamental não só com o pessoal da empresa, mas para garantir o bom relacionamento interpessoal inclusive com a comunidade do entorno da fazenda. Isso, inclusive para melhorar a imagem do setor junto à sociedade, lembrando que o cuidado com o meio ambiente sempre houve, mas há pouca divulgação.

Depois do MBA, adesão ao BPA para qualificar gestão

INVESTIMENTO: Marino é um entusiasta das boas práticas aeroagrícolas
Foto: Acervo Pessoal

Apaixonado por aviação, especialmente a agrícola, o piloto Marino Vieira de Andrade Neto, proprietário da Produtiva Aeroagrícola (Orlândia/SP), resolveu empreender depois de 19 anos no mercado. Em 2011, abriu a prestadora de serviços e se viu diante dos desafios da gestão de um setor complexo, com custos operacionais bastante altos. O aprimoramento da gestão foi pensado quando resolveu expandir a atuação também para a área de combate a incêndio. Assim, há dois anos, resolveu investir no MBA Gestão, Inovação e Sustentabilidade Aeroagrícola. E agora já fez a adesão da sua empresa ao BPA Brasil.

Entusiasta das boas práticas aeroagrícolas, Andrade Neto reforça que não há mais espaço para amadorismo no setor, nem na gestão, nem na aplicação. “Eu comecei a trabalhar com bandeirinha marcando a lavoura, não existia nem DGPS. Hoje, 100% das aplicações nas áreas que atendo são auditadas”, conta. O arquivo fechado da aplicação é encaminhado para uma empresa que analisa a qualidade e eficiência do trabalho. “Então, quem não abrir o olho vai ficar para trás”, reforça o empresário.

O cuidado é com todos os setores da empresa, que hoje conta com 20 funcionários e sete aeronaves. Neste ano, Andrade Neto inclusive contratou uma consultoria para auxiliar com o sistema de gerenciamento de segurança. Além de promover cursos, disponibilizar boletins, há um aplicativo que permite o acesso de pilotos, com ele somam sete, e técnicos agrícolas executores a todo o conteúdo, inclusive à biblioteca.

Formação e Equilíbrio Emocional na base da aplicação de excelência

MISSÃO: Bozetto observa que o piloto precisa entregar resultado agronômico
Foto: Divulgação

Conselheiro do Ibravag, o empresário Gianni Bozetto acredita que o BPA Brasil vai mexer com a gestão das empresas e vai abrir a discussão para importantes assuntos, como a precificação adequada dos serviços e desenvolvimento de novas tecnologias para serem embarcadas na aeronave. No entanto, o gestor entende que o grande debate que o programa deve levantar diz respeito à formação de pilotos agrícolas. O próprio curso criado especialmente para esses profissionais dentro do programa traz disciplinas que vão além da qualidade da aplicação, incluindo projeto de vida.

Bozetto entende que o piloto precisa entregar resultado agronômico, motivo da contratação de uma empresa aeroagrícola; por outro lado, ele necessita estar com seu emocional equilibrado para conseguir fazer uma boa aplicação. “A profissão do piloto agrícola é muito insalubre”, assinala o empresário sócio da Aerodinâmica Aviação Agrícola (Erechim/RS) e da filial da Seragri – Serviços Aeroagrícolas (Goianésia/GO).

Bozetto, que atuou até o ano passado como piloto agrícola, inclusive participou do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), conhece bem a rotina dentro das fazendas na época de safra. Por isso, sabe que os pilotos necessitam de uma atenção diferenciada dentro da organização. Inclusive, pensa no futuro em contratar um psicólogo para atender seus aviadores, como outras empresas já estão fazendo.

Para empresário, investir em pessoas é o caminho do sucesso

TIME: Ana junto aos empresários Breure e Basso (em frente da hélice) destaca a equipe participativa construída nesses oito anos de empresa
Foto: Divulgação

Uma mostra que a aviação agrícola tem espaço para crescer é a fundação da Inovar Aviação Agrícola há oito anos em Sidrolândia/MS. O produtor rural Jacob Meeuwis Breure e o engenheiro agrônomo Lúcio Mauro Borges Basso resolveram investir no setor aeroagrícola devido à carência de prestadoras de serviço na região e ao aumento das áreas de cultivo de soja e milho. Para isso, a empresa conta com uma equipe enxuta, mas coesa, que se mantém sem trocas há cinco anos.

“Já estamos inscritos no BPA Brasil. Sempre que possível encaminhamos nossa equipe para treinamento”, conta Breure, que acredita que o sucesso de uma organização está no investimento em pessoas. A diretora-administrativa da Inovar Aviação Agrícola, Ana Maria Sides, é um dos talentos retidos pela aeroagrícola. Ainda estudando Administração de Empresas, ela foi pedir emprego na Inovar, que, na ocasião, estava abrindo na cidade. Na época, ela confessa, que não conhecia nada do setor.

Depois de contratada, Ana ainda cursou Ciências Contábeis, participou de treinamentos oferecidos pelo Sindag e por último o MBA Gestão, Inovação e Sustentabilidade Aeroagrícola. “Neste setor, quanto mais você sabe, mais precisa saber”, conta animada diante do início das aulas do programa BPA. Um programa que todos os funcionários estarão envolvidos, contribuindo para a gestão participativa, que ela tanto preza como administradora.

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