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Ações juntoao Instituto Pensar Agro

Publicado em: 09/10/23, 
às 15:55
, por IBRAVAG

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Pouco antes da campanha Chega de Preconceito, o esforço do Ibravag e do Sindag para levar racionalidade aos debates sobre o setor aeroagrícola havia tido uma ação junto ao Instituto Pensar Agropecuária (IPA), em Brasília. Foi no encontro semanal do IPA em 8 de agosto, quando o diretor Gabriel Colle distribuiu um folder resumindo alguns dos principais estereótipos rebatidos pelo setor. A coletânea de argumentos inclui ainda tópicos que integraram os  Embargos de Declaração  apresentados pelo Sindag na ação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o julgamento que decidiu pela constitucionalidade da lei cearense que proibiu as ferramentas aéreas naquele Estado.

“Na verdade, um resumo dos principais mitos, mas com um QR code (confira ao lado) onde o leitor pode acessar a íntegra de nossos relatórios. Uma linha que vamos seguir nos próximos materiais contrapondo estereótipos, com links inclusive para fontes primárias que corroboram as informações”, já destacava Colle à época. Segundo o dirigente, a apresentação do material no IPA foi para angariar apoio das entidades que compõem a instituição –  que, por sua vez, presta assessoria à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional e faz a interlocução do setor produtivo com o Executivo Federal e o próprio Judiciário.

O Sindag havia sido oficializado em julho como a 51ª entidade a compor o Pensar Agro. Na época, a presidente do sindicato aeroagrícola, Hoana Almeida Santos, coordenou a pauta do dia 11 no IPA – apresentando uma visão geral do setor aeroagrícola, seus desafios e as principais demandas do setor. Na ocasião, a presidente adiantou que o trabalho iria ganhar novos produtos nos meses seguintes, com foco em garantir ao público informações de credibilidade e que instiguem as pessoas a pensar. “Enfim, a ideia é estabelecer diálogos, que servem tanto para prevenir radicalismos quanto promover melhoria contínua”, resumiu.

Audiência na Câmara reforçou importância do setor

DEFESA: Presidente do Sindag abriu as falas dos convidados na audiência de 30 de agosto, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

O esforço das entidades aeroagrícolas contra os mitos e pela clareza nas informações sobre o segmento teve um momento importante em 30 em agosto, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Foi com a audiência pública sobre os Desafios e Oportunidades do Setor, da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPDR) da casa, solicitada pelos deputados Tião Medeiros (PP/PR, que presidiu a sessão) e Marussa Boldrin (MDB/GO). O encontro serviu para mostrar não só a segurança e profissionalismo da aviação agrícola brasileira, mas sua importância para grandes lavouras de soja, milho e algodão das principais regiões produtoras do País. Além de sua presença essencial para o arroz produzido no Rio Grande do Sul e Tocantins (que abastece praticamente todo o País) e até a sobrevivência de pequenos produtores de cana-de-açúcar de Pernambuco. 

Entre os convidados, a fala de abertura foi da presidente do Sindag, Hoana Santos, que estava, acompanhada de uma comitiva de empresários aeroagrícolas e outros representantes do Sindag e do Ibravag. No centro do debate, um cenário onde a aviação (leia-se aviões, helicópteros e drones) sofre com mitos criados no rastro da falta de conhecimento da sociedade sobre sua tecnologia e legislação. Ao mesmo tempo que, na verdade, é única ferramenta para o trato de lavouras com regulamentação própria no País. Além de ser a de maior transparência em suas operações, com maior exigência de formação técnica de seu pessoal e de contar com tecnologia reconhecida internacionalmente.

Aspectos amplamente pontuados em mais de duas horas de sessão, com as falas também do consultor técnico e ex-professor da Universidade Federal de Lavras (Ufla, em Minas Gerais) Wellington Pereira Alencar de Carvalho; dos pesquisadores da Embrapa Sorgo e Milho Décio Karam e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) Guilherme Rolim; do coordenador de Negócios Internacionais da empresa Zanoni Equipamentos, Lucas Zanoni; do diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Fabrício Morais Rosa, e do diretor administrativo da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Guilherme Lui de Paula Bueno.

“A sustentabilidade tem que caminhar junto com o desenvolvimento. E essa é uma pauta muito importante para nós também”, destacou Hoana. “Nós sabemos que o desenvolvimento do País não se resolve com leis de proibições, mas com apoio a pesquisas e novas tecnologias”, completou a dirigente aeroagrícola. Hoana também entregou a Tião Medeiros uma placa do Sindag em reconhecimento pelo esforço do parlamentar em dar critérios técnicos ao debate.

Pesquisador diz que seu trabalho “jamais” poderia ser usado contra o setor

CHAIM: Pesquisas de 1999 foram para orientar calibração e não servem para atestar falhas

Um dos nomes mais citados como autor de estudos usados contra o setor, o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Aldemir Chaim foi taxativo em dizer que seu trabalho jamais poderia servir para embasar esse tipo de citação. Simplesmente porque seus objetivos e métodos não foram para avaliar a eficácia da ferramenta. Foi em uma entrevista concedida em agosto, para o site do Sindag (confira na íntegra pelo QR code nesta página), em seu escritório na Embrapa em Jaguariúna, no interior paulista.

Na prática, os estudos de Chaim, realizados a partir de 1999, serviram tão somente para gerar marcações em cartões hidrossensíveis para comparar a contagem de gotas pelo antigo método analógico (“no olho”, com ajuda de um microscópio) e por um sistema digital (com escaneamento dos cartões e contagem por computador). “Ele serve tão somente para orientação de calibração. Ele não é uma análise de resíduo que você possa fazer um uso mais aprofundado”, citou, na entrevista. “A parte científica da Embrapa (no caso das pesquisas com pulverização aérea para o Gotas) está em fornecer um instrumento de calibração para os agricultores poderem utilizar para melhorar suas pulverizações”, completou, sobre o trabalho que gerou o Programa Gotas.

O trabalho de Chaim normalmente é associado ao mito de que as aplicações aéreas nas lavouras perdem 70% do produto para a deriva – isso conforme quem faz a alegação, já que esses índices chegam a variar entre 50% e até 90%. E, ironicamente, o mito mais citado é também o mais flagrante do ponto de vista da falta de racionalidade.

Para completar, em 2019 a própria Embrapa divulgou uma Nota Técnica destacando a segurança da aviação agrícola no trato de lavouras. O documento também reforçou a necessidade de um debate livre de preconceitos para se estabelecer no País uma política de segurança alimentar e energética.  O documento foi resultado do projeto Desenvolvimento da aplicação aérea de agrotóxicos como estratégia de controle de pragas agrícolas de interesse nacional – Redagro. Por sua vez, a maior pesquisa já realizada no Brasil sobre tecnologias aeroagrícolas, ocorrida entre 2013 e 2017 e envolveu seis centros de pesquisa da Embrapa, dez universidades parceiras e duas empresas de tecnologias.

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