A cada semana o Curso de Atualização de Pilotos, promovido pelo Instituto Nacional da Aviação Agrícola (Ibravag), aborda um tema relevante para a prática do trabalho em campo. Na última quinta-feira (09/07) foi debatido um dos assuntos mais comentados, quando se fala no setor do agro que é a Aplicação Aérea. E como a tecnologia pode auxiliar para que esta atividade seja feita de maneira cada vez mais eficiente e segura.
Nas duas horas e meia de aula foram abordadas diferentes questões como:
Tamanho de gotas, Volume de calda, Tipos de bicos e equipamentos, Condição climática,
Meteorologia e Inversão térmica.
De acordo com o professor Carvalho o grande objetivo dos estudos e da utilização das novas tecnologias é diminuir o risco de deriva. Ele reforça que nos estudos de tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários é necessário entender os processo de aplicação para atender as necessidades de controle ambiental, químico e físico. O professor citou algumas atitudes importantes que devem ser observadas e realizadas para se atingir essa meta.

Usar gotas grossas quando possível para obter a cobertura necessária. “Aumentar o tamanho do bico, pois bicos de maior capacidade geram gotas mais grossas e reduzem a deriva.” Observar também as faixas de pressão recomendadas pois o “aumento de pressão pode gerar gotas menores.”
Segundo ele, a velocidade do vento aumenta com a altura, assim sendo se a altura da lança estiver uns centímetros mais baixa, o desvio do alvo é reduzido. Evitar ventos muito baixos ou muito altos. “Pois o vento influencia muito na penetração do produto e na qualidade da aplicação, consequentemente.” Outra questão citada por ele foi o uso de aditivo de controle de deriva quando necessário. “Pois eles aumentam o tamanho médio das gotas produzidas pelos bicos.”
Professor Wellington Pereira Alencar de Carvalho é engenheiro agrônomo com mais de 40 anos de experiência em aviação agrícola. Trabalhou como professor titular da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e hoje trabalha com consultoria.






