Agosto foi um mês importante para a aviação agrícola brasileira.
Vivemos o Congresso AvAg 2026, celebramos os 79 anos da atividade no país e iniciamos oficialmente a caminhada para uma marca histórica: os 80 anos da aviação agrícola brasileira, que serão completados em 19 de agosto de 2027.
Datas como essa naturalmente nos fazem olhar para a história.
Mas, para quem trabalha com desenvolvimento setorial, elas também precisam provocar uma pergunta: o que queremos deixar para a próxima geração?
A aviação agrícola que conhecemos hoje é resultado de décadas de trabalho, aprendizado e evolução. Cada geração recebeu um setor diferente daquele que encontrou e deixou novas ferramentas, conhecimentos e desafios para quem veio depois.
Agora, temos a responsabilidade de fazer o mesmo.
Isso significa investir em pessoas.
Significa estimular formação e qualificação profissional.
Significa incorporar tecnologia sem perder de vista a segurança e a responsabilidade operacional.
Significa fortalecer empresas e instituições.
Significa manter um diálogo permanente com produtores, órgãos públicos, pesquisadores, fabricantes e sociedade.
E significa, também, ter maturidade para reconhecer que nenhum setor permanece relevante apenas porque possui uma história importante.
Relevância se conquista continuamente.
A agricultura brasileira está mudando. As tecnologias estão mudando. As expectativas da sociedade estão mudando. O ambiente regulatório também está em constante transformação.
A aviação agrícola precisa acompanhar esse movimento.
Mais do que acompanhar, precisa participar ativamente dele.
É por isso que o trabalho institucional não pode ser pensado apenas em ciclos anuais. Precisamos trabalhar com uma visão de décadas.
Os próximos 80 anos começam agora.
E cada decisão tomada hoje, por empresas, profissionais, instituições e lideranças, ajudará a definir como será a aviação agrícola brasileira no futuro.
Temos uma história da qual podemos nos orgulhar.
Mas o maior respeito por essa história é continuar construindo.
O próximo capítulo ainda está em branco.
E cabe a nós começar a escrevê-lo.






