Em 19 de agosto de 2027, a aviação agrícola brasileira completará 80 anos.
É uma data que merece celebração, naturalmente. Mas acredito que uma marca como essa também precisa servir como ponto de reflexão.
O que fizemos com o legado que recebemos?
E o que estamos preparando para entregar às próximas gerações?
A história da aviação agrícola brasileira foi construída por pessoas que enfrentaram desafios muito diferentes dos atuais. Quando os primeiros aviões começaram a ser utilizados nas operações agrícolas, não existiam as tecnologias que hoje consideramos indispensáveis.
Havia, porém, algo que permanece essencial: conhecimento, coragem para inovar e disposição para encontrar soluções.
O setor chegou até aqui porque soube evoluir.
E continuará relevante se mantiver essa capacidade.
Os 80 anos não devem representar apenas uma celebração do passado. Devem ser uma oportunidade para reafirmar compromissos com segurança, profissionalização, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento institucional.
É também uma oportunidade para contar melhor a nossa história.
Uma atividade com oito décadas de trajetória tem muito a mostrar à sociedade. Tem experiências, aprendizados, avanços tecnológicos e milhares de profissionais que ajudaram a construir sua evolução.
Mas contar essa história exige responsabilidade.
Não podemos romantizar o passado nem imaginar que tudo está resolvido.
O legado verdadeiro não é simplesmente aquilo que recebemos.
É aquilo que conseguimos melhorar antes de entregar adiante.
A contagem regressiva para os 80 anos já começou.
E, para mim, a melhor maneira de celebrar essa trajetória é trabalhar para que o próximo capítulo seja tão relevante quanto os anteriores.
Temos uma história para honrar.
E um futuro para construir.






