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Estamos a menos de um ano dos 80 anos. E isso nos traz uma responsabilidade

O calendário avança e, quando percebemos, uma marca histórica já está próxima.

Publicado em: 30/09/26, 
às 07:00, 
por IBRAVAG

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Gabriel Colle
Engenheiro Agrônomo, mestre em Administração, com pós-graduação em Gestão Empresarial Competitiva e pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos; e MBA em Liderança e Comportamento Organizacional. É diretor-executivo do Sindag e do Ibravag.

Em 19 de agosto de 2027, a aviação agrícola brasileira completará 80 anos.

É uma data que merece celebração, naturalmente. Mas acredito que uma marca como essa também precisa servir como ponto de reflexão.

O que fizemos com o legado que recebemos?

E o que estamos preparando para entregar às próximas gerações?

A história da aviação agrícola brasileira foi construída por pessoas que enfrentaram desafios muito diferentes dos atuais. Quando os primeiros aviões começaram a ser utilizados nas operações agrícolas, não existiam as tecnologias que hoje consideramos indispensáveis.

Havia, porém, algo que permanece essencial: conhecimento, coragem para inovar e disposição para encontrar soluções.

O setor chegou até aqui porque soube evoluir.

E continuará relevante se mantiver essa capacidade.

Os 80 anos não devem representar apenas uma celebração do passado. Devem ser uma oportunidade para reafirmar compromissos com segurança, profissionalização, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento institucional.

É também uma oportunidade para contar melhor a nossa história.

Uma atividade com oito décadas de trajetória tem muito a mostrar à sociedade. Tem experiências, aprendizados, avanços tecnológicos e milhares de profissionais que ajudaram a construir sua evolução.

Mas contar essa história exige responsabilidade.

Não podemos romantizar o passado nem imaginar que tudo está resolvido.

O legado verdadeiro não é simplesmente aquilo que recebemos.

É aquilo que conseguimos melhorar antes de entregar adiante.

A contagem regressiva para os 80 anos já começou.

E, para mim, a melhor maneira de celebrar essa trajetória é trabalhar para que o próximo capítulo seja tão relevante quanto os anteriores.

Temos uma história para honrar.

E um futuro para construir.

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